Capítulo 6 + Pesquisa!

No sábado de manhã acordei tarde, e fiquei feliz por poder dormir mais do que oito horas.

Acordei com o sol que entrava pela janela - que minha mãe provavelmente tinha aberto - e dei de cara com Puffy, meu gato. Eu já havia dito a vocês que eu tinha um gato, mas não disse os detalhes. Puffy não é muito popular com as pessoas, sabe? Nem com minha mãe, nem meu pai, nem a Elisa. Com ninguém, na verdade. Só comigo.

Porque... Ele é um gato todo preto. E você vai ficar assim: 'Oh! Ela tem um gato preto!' Mas... E daí? Eu não sou supersticiosa. Eu disse, eu nem acredito em sorte, por que eu acreditaria em azar? Não faz sentido...

Os caras da petshop onde comprei o Puffy pareceram realmente felizes por estarem se livrando dele. Pobre Puffy...

E é claro que eu não saí da petshop sem antes dar um belo discurso aos vendedores que sorte e azar são coisas patéticas que não existem.

- Clara! - minha mãe chamou lá de baixo. - Almoço!

Eu desci pesadamente na escada, ainda de pijama. Prendi meu cabelo rapidamente em um rabo-de-cavalo e sentei à mesa.

- Eu e seu pai vamos ter que ir trabalhar hoje, Clara. - disse ela.

- Você? - perguntei, confusa, me servindo de cenoura.

- Ela vai me ajudar no consultório. - meu pai esclareceu.

- Ah, tá.

Geralmente minha mãe não trabalha nos sábados, então achei estranho, mas quando meu pai disse que ela só ia ajudar, entendi. Meu pai, em geral, tem muitos pacientes, trabalhando no seu consultório e no hospital, então, muito trabalho. Eu já estava acostumada a ficar sozinha em casa. As minhas férias todas eu ficava de tarde sozinha.

Já estava terminando de lavar a louça quando meus pais saíram. Eu provavelmente iria procurar alguma coisa na TV, ou iria à locadora.

O dia estava quente com um lindo sol. Eu ia subindo as escadas lentamente para dar comida ao Puffy, quando a campainha tocou. Pensei que seriam meus pais, esquecendo de algo. Costumava acontecer.

Desci as escadas e abri a porta da frente, dando de cara com um ser que, bom... Eu não queria encontrar de pijama, cara amassada e rabinho mal feito.

- Oi. - disse ele, sorrindo.

Eu acho que estava muito chocada para responder.

- Tudo bom? - perguntei tentando não parecer totalmente envergonhada.

- Ótimo. - respondeu ele. - Eu passei aqui... Bom, pra ver se você não queria dar uma volta comigo no calçadão.

Eu estava zonza. Por que o cara novo, lindo de morrer, estava me chamando pra dar uma volta no calçadão?

Mesmo que minha consciência gritasse "Não! Não! Perigo!" eu pedi pra ele entrar e disse que ia me arrumar.

Subi as escadas correndo e entrei desesperada no quarto. Eu tinha que me vestir e arrumar o cabelo. E isso costuma demorar um tempo considerável.

Meu coração pulava muito forte no peito. Deve ter sido por isso que eu esqueci de dar comida ao Puffy.

Só me lembrei disso quando já estava lá em baixo, e tive que voltar correndo ao quarto.

- Aonde você vai? - ele perguntou. Estava de pé, encostado ao pé da escada.

- Esqueci de dar comida ao Puffy. - falei, lá de cima.

- Quem é Puffy? - perguntou, para minha surpresa, ele estava ao meu lado. No meu quarto. Tinha subido as escadas, e agora me olhava dar comida ao meu gato preto.

- Ele é todo preto? - perguntou, com uma sobrancelha erguida.

- É sim. - afirmei, depois de despejar um saquinho de ração para gato na tigela dele.

Eu abri a boca para continuar a falar, alguma coisa sobre eu não acreditar em azar, mas ele foi mais rápido.

- Deixe-me adivinhar. Você não acredita no azar. Porque, como não há sorte, azar também não existe. - disse.

- Sou tão previsível? - perguntei, rindo amarelo.

- Não acho... - disse.

Quem diria que um dia eu, euzinha, estaria com um cara no meu quarto?

- Vamos indo? - cortei o silêncio e cortei a aproximação que estava entre nós. Comecei a descer as escadas e ele vinha atrás.

Fomos caminhando até o calçadão e fiquei surpresa - mais do que o normal - quando vi Marcos indo até um jet-ski, parado na água, e falando com o cara que dirige aqueles carros que puxam e levam o jet-ski até a água.

- O quê você vai fazer? - perguntei, apavorada.

Eu já sou desastrada em terra firme, na água então, nem se fala.

- Nós vamos fazer. - respondeu ele com um sorriso malicioso no rosto, como se já esperasse que eu não gostasse disso.

Droga, por que eu tinha que ser tão previsível e ele tão imprevisível?

- De jeito nenhum, eu não vou andar nisso aí. - disse, firme, embora por dentro meu coração desse pulos dignos de maratona.

- Ah, vamos, Maria Clara! Vai ser divertido. - ele disse me puxando pelo braço.

- Vai ser é perigoso. - murmurei baixinho.

Marcos colocou um colete salva-vidas em mim, e outro nele. Depois disse que eu tinha que tirar os tênis, e para minha desgraça, subiu no jet-ski azul e branco.

Eu estava relutante. Se minha mãe soubesse disso provavelmente teria um ataque do coração, mas ela não estava em casa, e quem iria contar?

Eu subi no jet-ski atrás dele, molhando meus pés na água fria do rio. Estremeci e me agarrei com força no seu abdômen malhado. Ele deve ter percebido, pois disse:

- Não se preocupe. Eu te salvo se cair na água. - e  com uma piscadela ele acelerou aquele negócio e eu fechei os olhos, sentindo o vento bater direto no meu rosto.

Em pouco tempo estávamos no meio do rio. O sol batendo direto na nossa cabeça e muita gente nos olhando do calçadão.

Os pingos da água cristalina atingiam todo meu corpo e de repente a velocidade diminuiu e senti o jet-ski parar. Só que não estávamos de volta a terra. Estávamos no meio do rio.

- Quer dirigir? - ele perguntou, curvando a cabeça para me ver.

- Quer morrer? - disse rindo e ele riu também.

E em dois segundos Marcos se virou no jet-ski e estava de frente pra mim. Eu achei muito estranho, estávamos perto demais. Meu coração acelerou mais - se é que podia - e torci para ele não poder ouvir. Senti meu rosto ruborizar por entre o cabelo que já estava parcialmente molhado.

- Que foi? - perguntei, cortando o silêncio e sorrindo.

O sol batia direto nos meus olhos claros, e isso dificultava a visão. Eu estava nervosa. Não saber o que Marcos podia fazer estava me deixando louca.

Ele era tão sexy. E lindo e cheiroso, claro.

Sorrindo, ele se inclinou para frente e me beijou. Assim, do nada. Por um momento eu fiquei em choque. O toque dos seus lábios fez com que eu ficasse eletrificada e as borboletas no meu estômago começaram a dar cambalhotas de felicidade. Mas não demorou nem um pouco para eu corresponder ao beijo. Ele levou as mãos na minha cintura e eu no seu pescoço. Por um momento eu esqueci que estava no meio do rio, em cima de um jet-ski, e com umas cinqüenta pessoas nos olhando. Eu não queria parar o beijo, mas a vozinha ainda consciente dentro de mim falava que se eu não parasse agora, não ia ter volta.

Então eu parei, por isso, e porque precisava respirar. Estava tentando pensar no que fazer, no que falar, mas não consegui.

As mãos de Marcos não saíram da minha cintura. Quando abri os olhos, me senti ruborizar completamente. Ele estava a dois centímetros de mim, e aqueles olhos verdes me olhavam atentamente procurando por alguma reação. Qualquer que fosse. Eu não sabia o que fazer. Não sabia o que ele estava esperando.

- Não devia ter feito isso. - disse, baixinho, tentando olhar para qualquer outra coisa a não ser aqueles olhos verdes que me faziam dizer a verdade.

- E por que não? - perguntou, me analisando.

- Eu não sou quem você pensa que sou. - disse, e ele pegou meu rosto com as mãos e o ergueu para ficar de frente aos seus olhos.

- Como não?

- Eu não sou assim. Eu sou chata, irritada, desastrada, desprovida de qualquer sorte, e você não pode querer nada comigo, porque eu não sou assim... - comecei a falar.

Meus olhos encontraram os dele, e eu pude jurar que ele estava rindo.

- É exatamente por isso. - ele disse, sorrindo de um jeito encantador.

- O quê? - eu não estava entendendo. Talvez fosse o beijo, com mais o seu perfume inebriante, ou ainda talvez fosse porque eu estava tão distante da terra firme.

- Você não é como as outras... Você... É diferente - ah, claro. Eu sou diferente. Ok, isso eu já sabia. - Esse seu azar é tão encantador...

- Encantador? - interrompi, de sobrancelhas erguidas. Eu não estava acreditando.

- É. Você tem uma maneira única de ser. Tem suas crenças, descrenças... - ele riu nessa parte. - Eu nunca encontrei alguém como você. Você, é tão imprevisível, e autoritária...

- Eu sou imprevisível? - fiquei de boca aberta. - Você que é imprevisível!

- Eu?

- É! - confirmei. - Eu nunca sei como você vai reagir, nem o que você está pensando, e eu costumo ser muito boa nisso. - falei rapidamente, e ele riu.

- Eu adoro esse seu jeito. - disse ele sorrindo.

Fiquei paralisada. Ele disse que adorava o meu jeito, mesmo que eu não saiba que jeito é esse...

- Você diz o que pensa, faz o que quer, e sempre põe a culpa na má sorte...

- E daí?

- Você tem um gato preto em casa! - ele disse como se fosse óbvio.

- É, eu sei. E já te falei o que penso sobre isso. - falei, um tanto ríspida.

- Tudo bem, vamos voltar. - ele ia se virando no jet-ski, mas eu o segurei pelo braço.

- Por quê? - perguntei. - Por quê eu?

- Eu já disse. Você me encanta. - respondeu, simplesmente.

Mas eu não parei por aí.

- Mas por quê? Eu sou tão normal...

- Aí é que você se engana. Você não é normal, Maria Clara. - eu meio que me ofendi com isso. - Você tem tanto a dizer, tanto a colaborar com o mundo. É tão inteligente, tão bonita... - ele parou por um segundo, pensando no que deveria dizer. -  E sexy. - terminou com uma piscadela, e meu queixo caiu.

Ele esperava uma reação. Qualquer que fosse.

- Hum... - falei. - Você também é sexy. - disse sorrindo e puxei pra mais um beijo.

Era como se eu estivesse sonhando, só que era ainda melhor. Marcos era totalmente real e estava dizendo que eu era inteligente e sexy. Claro que o sexy foi a melhor parte.

Não cair na água aquela hora foi uma grande proeza, devo dizer. Mas era como se perto de Marcos, eu ficasse mais segura... Mais sortuda.

Era como se meu azar desaparecesse perto dele. E isso era muito bom. Era demais... Era...

Pura sorte.

Pesquisa:

 Você gosta de Pura Sorte? Acha que tem potencial pra virar um livro? Então me ajuda, porque eu realmente quero publicar este trequinho que eu amo tanto *-*
Se tu gosta, me ajuda a divulgar! "Propaganda á a alma do negócio!" Não sei quem inventou essa frase, mas eu adoro ela! :) Então, divulgue Pura Sorte pras suas amigas, primas, mãe, tia, prima, e vizinhas. Ou, quem tem pai, mãe escritor? Se o vô é dono da Record, sei lá. Anything. Você faz isso?
E oooutra: me respondam, sinceramente, acham que pode virar livro?
Quero ouvir vocês, tá chicas?

Beijos e obrigada pela atenção *-*
Loveyouall, de coração (lll)

Postado por Daay D. às 14h31
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         Capítulo 5 

         Na sexta-feira de manhã, a aula se passou normal e era o dia da semana que eu mais detestava. Certo, todo mundo adora sexta, pois é o último dia de aula, dia de festa e coisa e tal. Mas eu a odeio. Por quê? Simples. Quatro palavras. Dia de educação física. E o pior. A educação física não é de manhã, como era para ser, mas é de tarde. Então, resumindo, eu tenho que almoçar no colégio, pois meus pais trabalham no hospital, e não podem ficar me buscando e trazendo. Almoço no colégio não é um almoço bom. Ou você escolhe um micro pão de queijo ou uma pizza que provavelmente está ali há mais de um mês. Ou, se você é uma pessoa normal, assim como eu, escolhe um pacote de salgadinho e uma coca. É o melhor que você consegue no bar do meu colégio.

         Para minha surpresa - imagina só - Marcos Malkin também resolveu almoçar no colégio. E veja o quê eu descobri de manhã com a Elisa: ele vai fazer o mesmo esporte que eu, e na mesma hora. Surpresa, não? Digo não. Ele é imprevisível, eu já esperava algo parecido.

         Tentei não parecer nervosa quando ele se aproximou e se sentou na minha frente, na mesa do bar. Infelizmente o lugar estava vazio, pois Elisa e as meninas foram ao banheiro. Anotei mentalmente de esganar cada uma delas mais tarde.

         Ele estava lá, sentado na minha frente, com aquele sorriso, uma lata de coca em uma mão, e a mochila na outra. Aqueles cabelos castanhos, meio dourados, balançavam ao vento refrescante do verão. Fazia muito calor naquele dia. Lembro-me de estar com uma corsário preta e uma blusa do Grêmio, meu time. Eu já ia para o colégio preparada para a educação física.

         - Tudo bom? - ele disse assim que se sentou.

         - Ótimo. - respondi, sorrindo meio forçada e olhando ansiosamente para a porta do banheiro feminino.    

         - Que esporte vai fazer? - perguntou desviando minha atenção para ele.

         - Ah... Vôlei. - disse rapidamente e em seguida olhei de novo por cima do ombro dele. As meninas estavam saindo, finalmente, do banheiro.

         - Eu também.

         - Ótimo. - eu nem tinha ouvido direito o que ele havia falado. Estava mais preocupada em parecer calma e chamar a atenção de Elisa para mim. Ela tinha que me tirar dali.

         Em fim, ela olhou na minha direção e eu fiz alguns gestos para ela ver que eu queria sair dali. Não deu certo. Ela sorriu maliciosamente, fez um legal com o dedo, e chamou as meninas para irem para o ginásio.

         Elisa Montez estava mortinha. Mortinha da silva.

         - Algo errado? - perguntou ele, olhando na direção das meninas.

         - Não, nada. - neguei rapidamente. - Eu já tô indo... - levantei pegando minhas coisas.

         E ele levantou junto.

         - Ah, vou com vocês. - disse ele se levantando também.

         Eu lutava para tentar acalmar meu coração, mas não parecia fazer efeito. O simples fato de eu estar perto do Malkin fazia com que eu ficasse nervosa e agitada. Era muito desconfortável, principalmente porque eu não sabia se ele sabia que eu ficava assim perto dele. Eu esperava que não. Imagina! Que constrangedor.

          Mas foi no jogo, que tudo piorou. Os times estavam separados e eu fiquei no mesmo time do Malkin e da Luísa - uma amiga - contra mais algumas pessoas da minha turma. Bom, eu estava me dando bem como levantadora, até que a professora decidiu me tirar de lá e me botar no meio da quadra. Bom, deu no que deu. Na primeira jogada ali, eu não consegui pegar a bola e ela bateu direto na minha bochecha esquerda. Assim, do nada. Na verdade eu nem vi a bola. Estava é olhando para o bumbum perfeito do cara que estava de levantador. Preciso dizer quem era? O próprio. Marcos Malkin. Bom, como a professora pensou que podia me colocar atrás daquela bunda e algo dar certo? Impossível.

         Então, como eu ia dizendo, a bola que Elisa sacou, do outro lado do campo, foi direto na minha bochecha. Eu não a vi antes de estar a uns trinta centímetros da minha face.

         Acabou todo mundo em minha volta - como sempre acontece -, pois eu consigo ser TÃO sortuda que sempre levo bolada na cabeça. Entendeu porque eu odeio sexta-feira?

         O primeiro que vi em minha volta foi Marcos, ele segurou meu rosto com as duas mãos quentes e perguntou se eu estava bem. Na verdade, ele só piorou as coisas. Eu já estava tonta com a bolada, então com ele tocando em mim, fiquei pior. Por um momento pensei que ia desmaiar novamente, mas tentei me concentrar em ficar na Terra, porque ele realmente ia pensar que eu sou uma bonequinha de cristal que não pode fazer nada e logo desmaia.

         Consegui, com muito esforço, voltar ao normal. Ainda que minha bochecha latejasse - e eu tivesse uma tremenda vontade de pular na Elisa por ela ter sacado tão forte -, consegui me manter concentrada no jogo. Ou na bunda de Marcos Malkin.

         Como preferir.

         No final do jogo, com todos exaustos e querendo ir para casa, Marcos ainda me parou na saída e disse:

         - Meu Deus. Como você é desastrada!

         - Acho que sou mais é desprovida de sorte. - respondi em resposta àquele sorriso irritante (e lindo).

         E fui embora, torcendo para meu coração não pular fora do peito na frente dele. Meu deus, qual é o meu problema?, pensei.

         Eu tinha mais o que fazer, na verdade. Os ensaios para a peça do ano já iam começar, e eu nem tinha começado a decorar minhas falas. É, é. Eu sou do grupo de teatro do colégio, e todo ano apresentamos alguma coisa. Esse ano vai ser Romeu e Julieta, dá pra acreditar? É porque, na verdade, nós já fizemos quase todas as peças possíveis. E a professora cismou que ia ser isso aí. Eu concordei, pra falar a verdade, acho que vai ser bem legal. Bom, tirando a parte que eles se matam e tal. Porque - vamos combinar - Romeu e Julieta é um dramalhão. Ok, ok. É lindo.

        Mas ainda sim é um drama.

        E o pior, eu - euzinha - vou ser a Julieta.

        Você adoraria, não é?

        Mas eu não! Poxa, ela é tão chata e dramática. E pior, eu nem sei quem vai fazer o Romeu! O grupo de teatro não tem muitos meninos capazes de fazer um Romeu decente, se é que você me entende. A professora ficou de escolher e chamar algum cara pra ficar com o papel.

       Qualquer cara.

       É, essa é a minha popular sorte.


N/A: aaaai, gurias! que bom que vcs tão gostando!
adoro os comentários, tanto aqui como lá no Quero Ser Escritora :)
É muito importante pra mim, ver o que vcs tão achando xD~
eu tô postando o mais rápido que eu consigo, porque, só tem 13 capítulos, então daqui a pouco acaba :P
psé, é isso girls. comentem mais aí ;D
beijo beijo :*

Postado por Daay D. às 15h26
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Clara é uma adolescente completamente azarada e desastrada que não acredita nesse papo de sorte. Quando um novo garoto chega na cidade e no mesmo colégio dela, as coisas parecem tomar um rumo diferente, e Clara terá que rever essa coisa toda de sorte e azar!

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Eu nunca fui do tipo que você chamaria de sortuda, sempre tropeçando por aí em círculos. Mas eu devo ter tropeçado em algo... Eu estou mesmo sozinha com você? Eu acordo sentindo que minha vida vale ser vivida, não consigo me lembrar da última vez que me senti assim. Agora quem iria pensar que alguém como você poderia me amar? Você é a última coisa que meu coração esperava. Quem iria pensar que eu algum dia encontraria alguém que me faz sentir assim? Alguns corações só dão sorte às vezes.

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A Autora: Daay D.

Sou uma menina de quinze anos que ainda acredita em contos de fadas, que gosta de ouvir música no último volume, que não vive sem as amigas, que adora incomodar as irmãs menores, que quer fazer faculdade de jornalismo, publicidade ou psicologia, que é indecisa – graças à mãe-, que é de lua, que se irrita fácil, que não gosta de nada que tenha matemática, que é fascinada pelos livros. Sou uma menina que não acredita em sorte, que quer escrever seu livro, que é viciada em chocolate, que não pode nem ver filme de terror de tão medrosa, que adora ver TV, que odeia estudar, mas estuda. Sou uma menina que quer viajar pelo mundo inteiro, conhecer gente nova e fazer compras, que sonha com seu príncipe encantado, que precisa conhecer, pelo menos, algum dos seus ídolos, para não pensar que há um complô lá em cima contra ela. Sou uma menina careta que quer muito ir para o Caribe com as amigas, ficar moreninha, beijar uns marinheiros gatchenhos e nadar naquela água transparente. Sou uma menina que acredita demais no amor. No único e verdadeiro amor. Aquele para a vida toda. Dayanne, prazer :) Pode me chamar de Day.

Contato: dayds_@hotmail.com

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